As novas tecnologias na comunicação

Contar histórias é uma necessidade inerente ao ser humano que precede a linguagem e transcende o tempo através das tradições. O avanço tecnológico e a ansiedade decorrente nos fazem procurar novos meios de saciar nossas necessidades. Primeiro a escrita, depois os livros, a prensa tipográfica e, finalmente, o ápice do arquivamento e disseminação dos acontecimentos: a mídia.

Durante muito tempo, os jornais foram os principais meios de circulação de notícias, então surgiram o rádio e a televisão, que aceleraram e aperfeiçoaram ainda mais os processos noticiários, até que a internet se popularizou e tornou-se o bicho-de-sete-cabeças do jornalismo.

Com capacidade multimídia e informações em tempo real e que não se prendem a grades de programação, a internet se tornou o meio de comunicação mais versátil e procurado por todos que não dispõem de tempo ou paciência para os antigos veículos. Entretanto, o imediatismo que o jornalismo web necessita virou pesadelo de muitos comunicólogos, uma vez que a qualidade e veracidade da informação tendem a ser prejudicadas.

A despeito das discordâncias acerca do jornalismo virtual, a cada dia surgem novas formas de contar histórias, como blogs, sites wiki, image hosting, streaming de áudio e vídeo, aperfeiçoamentos que nos impelem a uma hiper-realidade. Nessa instância, não existem barreiras entre o real e o virtual e a proximidade existe, mesmo se estivermos falando do outro lado do mundo, o sensorial é mediado pelo computador e as experiências reais passam a ser mera formalidade.

Essa substituição do real pelo virtual é danosa a um ponto de vista psicológico, pois as pessoas perdem a capacidade social e se tornam niilistas. Além disso, a memória também é prejudicada, pois as novas tecnologias substituem nossas capacidades de guardar informações.

Enquanto encaramos a visão de apocalípticos e integrados, parafraseando Umberto Eco, a única alternativa no âmbito jornalístico é se adaptar ou se extinguir.

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