Convergência de Mídias

Atualmente a internet vem avançando na construção independente de repertório midiático. O que antes era inalcansável para uma pessoa comum, como criar sua própria galeria de imagens ou exibir seus vídeos em larga escala, agora é possível graças à magia do streaming.

Inicialmente, os blogs invadiram a rede com a possíbilidade de se registrar algo em texto, ficando famoso pela alcunha de “diário virtual”, com a exceção de que qualquer um poderia lê-lo. Seguindo um pouco mais na história da grande teia, o advento da internet banda larga, quando não sofríamos mais ao carregar uma página com mais de 700kbs, os diários evoluíram e deram aos internautas a possibilidade de retratar aqueles momentos, às vezes, indescritíveis, por meio de imagens.

Imagens e texto, assim como os jornais e revistas, a internet já havia se tornado um âmbito para a proliferação dos, ainda pequenos, nixos do amadorismo, e então surgiram os podcasts. Partindo da vontade de experimentação, pequenos programas eram gravados com entrevistas ou divertidas prosas e, então, publicados na internet, até que o feito se popularizou a ponto dos grandes portais desenvolverem os audiologs para explorar esse setor.

Por fim, no ápice do “faça você mesmo”, a possibilidade de se postar vídeos caseiros. Imagens e áudio em tempo real, gravações disponíveis para todos sem limites de conteúdo, extrapolando o amadorismo e promovendo uma interação nunca antes sonhada. A internet se tornou o meio supremo de convergência midiática.

recentemente, com os sites de relacionamento, a divulgação também é facilitada. O fato de todos os sites que prestam tais serviços pertencerem a uma mesma empresa facilita a convergência. Entretanto, nem tudo são flores, infelizmente, essa monopolização é negativa e pode nos deixar à mercê de um megaportal. No futuro, todos nos renderemos à onipotência do google.

 

Em termos técnicos:

O formato de áudio mais utilizado para a internet é o mp3, por ter uma taxa de compressão muito boa sem perda de qualidade. As imagens postadas tendem a ser jpg ou giff. Jpg é a melhor compactação para internet, pois é ridículamente leve e não sofre pixealização grosseira, como o bitmap. Quanto ao giff, ainda é o melhor meio de se fazer animações em pequena escala, uma vez que nem todos têm capacidade de fazê-las em flash, o que, também, deixaria o arquivo mais pesado.

Os vídeos da internet, antes predominantemente wmv (formato do windows), passaram pelas fases de rm (real media) e mov (quicktime) devido à proteção que ofereciam ao conteúdo da mídia, mas com o youtube, o formato mais comum é o flv, vídeo para ser exibido com codficação flash no script em shockwave do site.

A despeito das aparências, o meio mais complexo de se formatar é o texto, pois os avanços permitiram que os usuários modificassem não só o que está escrito, como também todo o ambiente. Não apenas o português (no nosso caso) é utilizado, mas outras linguagens mecânicas, tais como o html e o php. Alguns sites e blogs já utilizam as linguagens mais recentes para a web como o aspex. Os comandos inseridos nessas codificações alteram desde o tamanho da fonte até a cor de fundo e posições das caixas de texto.

As inovações vão engolindo os modelos antigos e cabe a nós adaptarmos ou ser substituídos, o que, de fato, não vai demorar.

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